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O Maracatu Ventos de Ouro

    O Maracatu Ventos de Ouro é um grupo feminino de Maracatu de Baque Virado da cidade de Salvador. Foi idealizado por Josy Garcia musicista, arte-educadora, produtora cultural e pesquisadora da cultura popular de matriz africana e afro-brasileira e Cau Gonçalves, batuqueira, cantora, pesquisadora da cultura popular nordestina e estudante de políticas e Gestão das Culturas.
 Fundado em 28 de janeiro de 2015,  O grupo busca difundir e fomentar o maracatu em Salvador e outras regiões ,e trazer à tona discussões sobre a mulher na sociedade, na arte, na cultura, e no maracatu de baque virado.  Além de promover intercâmbios com grupos, mestres e mestras da cultura popular e Batuqueiros recifenses, gerando assim uma troca de experiencias e vivencias entre indivíduos e grupos praticantes de Culturas Populares, combatendo todas as formas de discriminação, preconceito e intolerância praticadas contra os símbolos e praticantes das culturas populares afro-brasileiras.

 O Maracatu Ventos de Ouro realiza oficinas de percussão, de dança e de construção de instrumentos, ensaios abertos e eventos para valorização da cultura popular, como a NOITE CULTURAL e o CORTEJO PERNAMBAIANO , dentre outras ações.    

     Ventos de Ouro foi o nome dado ao grupo pelas suas fundadoras. E ganha um sentido poético : “ventania de ouro”. O nome faz referência as yabás  Iansã e Oxum, por isso ventos e por isso ouro. Toda a estrutura (roupas, acessórios e cores) é com bases nessas duas guerreiras.   O grupo tem como objetivo preservar e divulgar a cultura negra, além de empoderar mulheres através da arte/cultura  por meio da dança, dos instrumentos, dos cânticos, dos toques e da corporeidade, visando o fortalecimento individual e coletivo das mulheres na sociedade.









A força feminina na difusão da cultura popular brasileira.


          Somos um grupo feminino que usa a arte como forma de empoderamento. A necessidade de trazer à tona discussões acerca do papel da mulher na sociedade , na arte , na cultura, e no maracatu de baque virado e de como o maracatu  pode potencializar mulheres não somente integrantes do grupo, mas  também outras mulheres que participam das nossas atividades e vivencias, e que muitas vezes não se identificam com as expressões culturais em cena por não terem o protagonismo feminino.
          Nossa arte é a expressão do que somos.  Cantamos, saudamos as Yabás, orixás femininos que possuem domínio sobre os elementos da natureza. Elas são repletas de axé.​  O Axé das Yabás deriva de sua mais antiga forma, as YAMI Oxorongá. Um dos mitos iorubanos conta que Yami Oxorongá foi a primeira mulher que veio ao mundo.​
         A música, a dança e os instrumentos musicais que são utilizados pelo grupo, trazem consigo alguns sentidos fundamentais :a alegria, a energia, a força, a resistência, o sentido de compartilhar e a representação de diferentes planos simbólicos da cultura e das religiões afro-brasileiras.



 O Maracatu de Baque Virado, prática popular tradicional do Estado de Pernambuco, é o elemento trabalhado pelo grupo, que executa as “loas”(canções) das Nações e também “loas” próprias compostas enquanto instrumento de
expressão feminina, luta e resistência pelos
direitos das mulheres e pela valorização da cultura afro brasileira. O grupo é filho da Nação do Maracatu Porto Rico e também tem como referencia a Nação do Maracatu Encanto do Pina. A Característica particular do grupo é a fusão do Maracatu com outros ritmos da cultura popular brasileira. O repertório tem o maracatu com diferentes variações, e arranjos.

      Em março de 2015, o grupo começou um movimento cultural que promove oficinas e pesquisas de Maracatu do Baque Virado. A partir dessa iniciativa, o Maracatu Ventos de Ouro começou a desenvolver atividades na cidade de Salvador, com o objetivo de difundir a cultura popular e a tolerância cultural por meio de oficinas gratuitas de percussão, construção de instrumentos e ensaios abertos do Maracatu ventos de ouro.
    






Josy Garcia

(Diretora do Maracatu Ventos de Ouro) 

        Natural de Salvador, musicista, ativista cultural, arte-educadora, produtora cultural, pesquisadora e amante da cultura popular afro brasileira, feminista, diretora e maestrina do Maracatu ventos de Ouro. Idealizadora e coordenadora das ações e eventos desenvolvidos pelo grupo. Há alguns anos vem desenvolvendo inúmeros projetos e ações que articulam a temática da diversidade étnica, religiosa e cultural à educação e ao exercício da equidade.
     Dentre as ações idealizadas por ela, temos o cortejo pernambaiano,um movimento cultural realizado na cidade de Salvador feito de maneira colaborativa para difundir e fomentar a cultura popular Brasileira, com o intuito de reunir grupos de cultura popular da cidade de salvador e outras regiões, fazendo um grande encontro para o fortalecimento e difusão da cultura popular e integração entre os grupos, amantes e apreciadores da cultura popular, criando uma rede colaborativa e fortalecendo o movimento cultural na cidade. 


 




III Cortejo Pernambaiano






Cortejo Pernambaiano





IV Cortejo Pernambaiano





Idealizou também a NOITE CULTURAL um evento realizado para valorizar, fortalecer e difundir a cultura popular afro brasileira. É realizado pelo Maracatu ventos de ouro que é o anfitrião da noite e a cada edição traz novos grupos convidados, promovendo assim a troca de experiências e intercâmbio entre indivíduos e grupos praticantes de Culturas Populares, além de Combater todas as formas de discriminação, preconceito e intolerância praticadas contra os símbolos e praticantes das culturas populares.






Noite Cultural 





II Noite Cultural 





A ação - Cultura Popular em Movimento, ação para crianças, amigos e familiares com proposta de estimular as crianças a saírem de casa para brincar com outras crianças, amigos e família, com atividades voltadas para a cultura popular.








Idealizou também ações voltadas para as mulheres como  as vivencias "MULHER, IDENTIDADE, RESISTÊNCIA E CULTURA"  e  "BAHIA DE TODAS A MULHERES" – com atividades e oficinas com a intenção de propor reflexões sobre autoestima, preconceito, violência contra a mulher , poder, beleza, cultura, entre outros temas. 






       Com experiência em projetos culturais e de musicalização, na área da educação desenvolve oficinas de musicalização infantil e relações étnico-raciais, desenvolvendo também atividades para todas as faixas etárias. Como produtora apoia, incentiva e valoriza ações culturais de artistas independentes que utilizam a arte como ferramenta e instrumento de transformação sociocultural.










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